
A taxa das blusinhas tomou um golpe, se a ideia da nova tributação era frear o ímpeto das gigantes asiáticas no Brasil, o plano parece ter falhado. Segundo um novo relatório do BTG Pactual, o e-commerce brasileiro deve saltar para um faturamento de R$ 436 bilhões em 2026, impulsionando ainda mais o segmento. A “invasão” estrangeira, com Shopee, Shein, Temu e TikTok Shop mostram que sua vantagem competitiva vai muito além dos impostos baixos.
Somente como curiosidade, consta nos relatórios os seguintes números…
- Shopee: Já fatura mais de 700 bilhões no Brasil,
- Shein: Ultrapassou os R$ 15 bilhões
- TikTok Shop: A novata (lançada em maio de 2025) já vende US$ 1 milhão por dia.
Olhando para o mercado de e-commerce como um todo, o Mercado Livre continua reinando com 39% de participação total, mas a briga agora subiu de nível.
O desafio agora é logístico, ganha quem chega primeiro. Enquanto o Meli domina com rede própria, Amazon e Shopee aceleram centros de distribuição pelo país. O xeque-mate ainda é o frete grátis, com 48% dos brasileiros abandonam o carrinho se houver taxa de entrega.
Com o e-commerce representando apenas 12% das vendas totais no país, a via ainda é gigante para crescer, a diferença é que a disputa será vencida nos detalhes como entregas ultrarrápidas e os cupons de vantagem… Enquanto o comércio está em disputa “nas nuvens”, nossos pés devem estar muito bem “fincados” no chão, cativar nosso cliente, oferecer um atendimento cada vez mais personalizado, fazendo com que sua compra seja uma experiência completa, além do capricho nas vitrines e no oferecimento de muitas promoções e descontos.
