
Diversos setores da economia vêm elaborando estudos sobre os impactos de uma eventual redução da jornada de trabalho. No cenário mais provável atualmente em debate no Congresso Nacional, está prevista a diminuição da carga semanal de 44 para 40 horas, além da proibição da escala 6×1.
Levantamento exclusivo realizado pela Fecomércio-SC estima que a mudança poderá resultar na perda de pouco mais de 27 mil empregos formais em Santa Catarina, considerando apenas o setor terciário, que engloba comércio, serviços e turismo. Desse total, cerca de 13,6 mil postos seriam no comércio — proporcionalmente o segmento mais afetado — e 13,7 mil nos serviços, que incluem também o turismo.
Segundo a federação, o impacto decorreria do aumento do custo da hora trabalhada e, consequentemente, da elevação da folha salarial das empresas. A entidade projeta um acréscimo de 9,4% no valor da hora trabalhada no comércio e de 6,9% no setor de serviços. O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, afirma que o impacto será mais severo para os pequenos negócios, nos quais a folha de pagamento representa parcela proporcionalmente maior dos custos. Ele avalia que, para manter as operações nos moldes atuais, as empresas teriam de contratar mais funcionários ou recorrer ao pagamento de horas extras.
