
A parcela das famílias endividadas em julho atingiu 82% – o maior índice da série histórica que começou em 20210. O resultado representa um aumento de 3,5 pp em relação a julho do ano passado e foi o sexto recorde atingido em 12 meses.
Entre os principais tipos de dívida estão o cartão, financiamentos, empréstimos pessoais, cheque especial e carnes locais.
A fatia de venda mensal comprometida também apresentou um aumento mês a mês, agora 29,5% do salário das casas brasileiras é destinado para pagamento de dívidas já contraídas.
O ponto de atenção fica no número de famílias que têm mais da metade da renda comprometida. Atualmente, cerca de 1 em cada 5 se encontra nessa situação.
Por outro lado… a proporção dos lares inadimplentes caiu 30% em relação a julho 2025, para 29,8% neste ano. Os pesquisadores do IBGE e da FGV, atribuem essa leve melhora ao segundo Desenrola, programa de renegociação de dívida criado pelo governo e administrado pelos bancos e financeiras.
Quando olharmos para a faixa salarial, o endividamento aparece de formas diferentes, as famílias que recebem até 3 salários mínimos foram as únicas que apresentaram crescimento da inadimplência – quando a pessoa está com as dívidas em atraso.
Ao mesmo tempo, o percentual de endividamento desse grupo chegou a 84,9% em julho, o maior nível entre os apresentados até agora, a análise é que a renda instável e a facilidade de acesso a crédito aumentam o risco de problemas financeiros na população.
