
Ninguém mais quer ser político, neste país! Explico, melhor: O TSE divulgou que o total de candidatos inscritos para esta eleição, registrou a maior queda já verificada, serão por volta de 20 mil candidatos na disputa nas eleições deste ano, quase 9 mil a menos do que em 2022.
Reformas ocorridas nos últimos anos acabaram incentivando siglas a formarem federações, que são basicamente a junção de partidos durante pelo menos no mandado, ou seja 4 anos.
Essa aglomeração, criada para que partidos sem representação em Brasília, sejam extintos automaticamente por conta da legislação, e que acabam por diminuir o número de candidatos por partido, devido a estes limites legais.
Para se ter uma ideia, a federação formada por dois partidos, reduziu, ao todo, cerca de 1.300 candidatos em relação à quantidade lançada individualmente na eleição passada.
Para estes partidos, considerados nanicos, o movimento aumenta as chances de atingirem a quantidade de votos necessários para ter acesso ao fundo partidário, que em 2026, pagou 5 bilhões a 30 partidos – em 2022 eram 240 milhões. Para as siglas maiores, geram palanques mais amplos com mais tempo de rádio e televisão no horário político, que iniciou na última sexta-feira, 28 de agosto.
Olhando para os cargos, a maior diminuição foi no número de candidatos a deputados estaduais (- 2.998) e federais (- 5.826). O único pleito que não apresentou queda foi no número de candidatos/vaga foi para presidente da república.
