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Acompanhar os principais indicadores que mostram o pulso da economia em Santa Catarina, no Brasil e no mundo, faz parte das nossas leituras e nos ajudam a dar base para a tomada de decisão em nosso panejamento. Destacamos:

O comércio catarinense cresce três vezes mais que a média nacional. O setor acumulou alta de 4,9% em 12 meses, ante 1,6% no país. No primeiro semestre de 2026, o varejo restrito avançou 4,5%, contra 1,9% da média brasileira, colocando Santa Catarina entre os seis melhores desempenhos. Veículos, motocicletas e peças lideraram, com alta anual de 19%, enquanto tecidos, vestuário e calçados recuaram. Nos serviços, o crescimento foi mais moderado: 2% em 12 meses.

Exportações de SC avançam, mas déficit comercial permanece elevado. Santa Catarina exportou US$ 1,15 bilhão em agosto, alta de 17,3%, impulsionada pela retomada dos embarques de frango para a China e pelo avanço da carne suína no Japão. No acumulado do ano, as vendas externas chegaram a US$ 8,41 bilhões. As importações, entretanto, somaram US$ 3,17 bilhões no mês, resultando em déficit comercial de aproximadamente US$ 2 bilhões. Para os Estados Unidos, as exportações catarinenses recuaram 5% no primeiro mês de vigência das novas tarifas.

A inflação segue acima da meta. O mercado financeiro reduziu levemente a projeção do IPCA de 2026, de 5,01% para 5,00%. Mesmo com o ajuste, a estimativa permanece acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.  A inflação de 2027 tem pequena alta. Para 2027, a expectativa do mercado para o IPCA passou de 4,28% para 4,29%, ainda distante do centro da meta oficial, de 3%.

O PIB melhora, mas crescimento segue moderado. A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026 subiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, o mercado manteve a previsão de avanço de 1,50%.

Mercado espera início do corte de juros. A projeção para a Selic ao final de 2026 permanece em 13,75%, ante os atuais 14% ao ano. A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual já na reunião deste mês do Banco Central. Para 2027, a estimativa é de Selic em 12%.

IPCA de agosto pode reforçar uma desaceleração. O IBGE divulga nesta semana a inflação oficial de agosto. O dado será acompanhado de perto depois de o IPCA-15 registrar deflação, puxada principalmente pelas quedas nos preços da energia elétrica, dos alimentos e dos transportes.