
Desde os anos 60 ou seja, muitos anos depois o grande símbolo do consumo mundial, os shoppings centers têm enfrentado uma fase delicada, e até difícil, para os negócios.
Somente no ano passado, os centros comerciais registraram 471 milhões de visitas mensais, o primeiro recuo desde a recuperação pós-pandemia. Na comparação com 2019, o fluxo caiu pouco mais de 6%, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Center.
Já para as vendas, o cenário é ainda mais preocupante. Embora tenha ultrapassado a casa dos R$ 200 bilhões em faturamento, quando se desconta a inflação, houve queda de 25% desde 2019, segundo dados da mesma associação.
Essa desaceleração se deve a três grandes fatores:
– Compras online: o e-commerce cresceu 15% em 2025, movimentando R$ 235 bilhões e superando os shoppings em receita pelo segundo ano consecutivo.
– O declínio do cinema: um dos principais atrativos de público, o cinema viu seu número de espectadores despencar 36% devido à popularização do streaming.
– Trabalho híbrido: mais pessoas no home office significam menos almoço na praça de alimentação e menos compras não planejadas em lojas.
Diante da pressão pelo fim da escala 6X1 e do aumento dos custos operacionais, lojistas discutem mudanças. Uma possibilidade é passar a abrir e fechar as lojas mais cedo – considerando que o horário do almoço é o mais movimentado do dia.
Na contramão desta tendência interno no Brasil, lá nos Estados Unidos, segundo pesquisas, sentiram uma maior presença da geração Z, com americanos de 18 a 24 anos, que fizeram 62% de suas compras em lojas físicas no ano passado. É diferença cultural ou será uma tenência que ainda não chegou por aqui? De qualquer forma, vamos aguardar.
