
Taxar os criptos parece uma descoberta miraculosa do governo: o Ministério da Fazenda do atual governo, ampliou o estudo e resolveu aplicar uma alíquota de 3,5% de IOF sobre a compra de ativos virtuais acima de R$ 10 mil, em operações que atualmente não são taxados. A proposta ainda deve passar por consulta pública e pode sobre mudanças, inclusive da alíquota.
A lógica da Receita Federal, é simples e equaliza a tributação, como sempre já paga IOF quando vai comprar dólar ou enviar dinheiro para fora, a ideia é aplicar a mesma regra para criptomoedas.
O valor em criptoativos no Brasil saltou de R$ 95 bilhões em 2020 para R$ 415 bilhões em 2024, em outras palavras, aos olhos do governo, o setor representa uma oportunidade crescente de arrecadação.
A percepção da Receita Federal é que parte dos investidores use criptomoedas para fugir de impostos tradicionais. Em números, os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em criptos somente no ano passado. Caso seja aprovado, o novo imposto elevaria a arrecadação do governo com o IOF. No ano passado, o valor vindo desse importo chegou ao recorde de R$ 86 bilhões, influenciado pela alta da alíquota.
