
© Rovena Rosa/Agência Brasil
Existe uma crença de que credibilidade é construída com tempo. Que reputação nasce de histórico, coerência, entrega.
Em teoria, sim. Na prática, nem sempre. Porque trazer este assunto por aqui, não lemos nada e nem assistimos a nenhum telejornal sem que víssemos notícias sobre escândalos, sempre um maior do que o outro já assistido no dia anterior.
Não estamos falando de corrupção explicita, malas de dinheiro ou ilegalidades caricatas, diariamente assistimos ou lemos fatos relacionados ao Banco Master, a cada dia, parece a ponta do iceberg, mas no outro dia, tem uma nova informação, mais denúncias e mais um novo personagem sendo envolvido na trama…
O Banco Master é a ponta do iceberg neste momento. O caso apenas revela algo maior: vivemos numa economia em que reputação virou produto.
Isso vale para bancos. Vale para empresas. Vale para influenciadores. Para veículos de mídia. Para pessoas. Enfim, a métrica é sempre a mesma, para quem tem dinheiro, compra o alcance, o silencio e a narrativa.
Quando a narrativa pode ser comprada, vendemos nossa democracia, entregamos nosso bem maior, credibilidade como sinônimo de verdade.
Pra saber: A quebra do Banco Master e do Will Bank gerou um rombo de R$ 47,3 bilhões, consolidando-se como o maior desastre financeiro da história do setor bancário brasileiro. O valor supera em R$ 14,8 bilhões o recorde anterior, do Banco Nacional.
